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Bitcoin: a Internet do Dinheiro

Bitcoin

Bitcoin: a Internet do Dinheiro

Antes de tentar entender o significado da expressão “a Internet do Dinheiro” (Internet of Money) que vem cada vez mais sendo usada por grandes nomes na comunidade Bitcoin, como por exemplo Andreas Antonopoulos e os gêmeos Winklevoss, primeiro é preciso entender o que significa a Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT).

INTERNET DAS COISAS (IoT)

De acordo com a Wikipedia, a Internet das Coisas é a conexão de dispositivos entre si, mas que para isso além de possuirem computação incorporada também devem ser identificáveis unicamente dentro da infra-estrutura existente da Internet. Espera-se que a IoT ofereça uma conectividade avançada entre dispositivos, sistemas, além dos serviços que devem ir além da comunicação de máquina-a-máquina (M2M) e devem abranger uma variedade de protocolos, domínios e aplicações.

IoT

As “Coisas” da IoT podem se referir a uma ampla variedade de dispositivos que vão de travas de portas e lâmpadas que podem ser acionadas remotamente, até os dispositivos marcapassos, incluindo automóveis e outros sistemas de transportes como aviões, barcos, trens etc, e também termostatos que usam wi-fi para monitoramento remoto, lavadoras e secadoras de roupas, forno microondas, fogões, geladeiras, home theaters, video-games, até mesmo chips biológicos aplicados nos animais de produção, e muito mais. A previsão feita pela empresa Gartner é que pelo ano de 2020 o número de “Coisas” cheguem a mais de 26 bilhões de dispositivos conectados, já outras fontes cogitam que serão mais de 100 bilhões.

Segundo um artigo da Revista Forbes, se um dispositivo qualquer tem um botão de liga/desliga é provável que ele possa se conectar à Internet das Coisas. Sem esquecer que nós, humanos, somos também parte de tais Coisas. Assim, as relações de interação poderão ser dadas de pessoas-para-pessoas, pessoas-para-coisas e coisas-para-coisas. Colocado em termos mais práticos, a Internet das Coisas acontecerá quando nossas geladeiras se conectarem com o nosso carro (quando estivermos a caminho do trabalho) para nos avisar que está faltando leite, ou, se preferirmos, a geladeira mesmo pode fazer a compra online do leite para nós.

Para que a Internet das Coisas seja possível, será necessário se dar um endereço IP para cada um dos objetos participantes. Eis o primeiro problema técnico, pois a versão 4 (IPv4 – Internet Protocol version 4) do protocolo IP só pode acomodar até 4.3 bilhões de endereços únicos, um número muito aquém das previsões da Gartner e de outros, portanto tais objetos da IoT irão usar a versão 6 do protocolo IP (IPv6 – Internet Protocol version 6), em outras palavras o futuro da Internet das Coisas não será possível sem o apoio do IPv6; e, consequentemente, a adoção global do IPv6 nos próximos anos será fundamental para o bom desenvolvimento da Internet das Coisas no futuro.

INTERNET DO DINHEIRO

Para melhor explicar como a Internet do Dinheiro irá interagir com a Internet das Coisas vamos passar a bola para o próprio Andreas Antonopoulos. O texto a seguir foi retirado de um artigo onde Andreas critica o governo australiano por aplicar tributos sobre a moeda Bitcoin de forma prematura.

InternetDoDinheiro

Ele especula como o desenvolvimento da moeda digital pode significar quando combinado com o surgimento da Internet das Coisas. A Blockchain, a tecnologia por trás do Bitcoin, que contém um banco de dados com todas as transações confirmadas, poderia ser utilizada para informar aos objetos (Coisas) a posse de seus verdadeiros donos, através dos contratos inteligentes, já abordados aqui.

Por exemplo, um carro pode utilizar a blockchain para identificar o seu dono.

Dessa forma, ao invés de usar uma chave física para acessar o carro, você pode usar uma chave que é uma carteira de Bitcoin, por exemplo, de celular, o que comprovaria a posse de seu carro cada vez que você entrar nele, usando o Bluetooth com sua carteira de celular. O que é interessante aqui é que você pode vender seu carro para alguém e depois transferir o total da venda numa transação bitcoin. Nós criamos a transação que tem duas partes. Uma parte tem o valor pago, digamos 10 mil dólares e a outra parte transfere o token da chave de posse do carro para o novo dono. Assim que a transação de venda do carro seja confirmada na blockchain, o próprio carro poderá validar a transação. O carro então reconhece a transação que fala para ele (carro) que ele tem um novo dono. Tal transação tem por trás dela a prova do trabalho (proof of work) que é incluída no bloco, e que todos acreditam porque ela está na blockchain.”

ces-6

Disse Antonopoulos, e ele continua:

Entenda que eu não só vendi o título de posse e transferi o carro para alguém, mas eu também transferi o controle eletrônico do carro para o comprador.”

Então ele conclui.

Quando você tem a Internet das Coisas combinada com a Internet do Dinheiro, você tem o incrível potencial de criar tokens que transferem a posse de qualquer coisa que você possa imaginar. E isso é algo muito excitante.”

Realmente é muito excitante poder saber um pouco como serão as “Coisas” do futuro.

Marcus Coelho

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coinmag

Minerador de bitcoin aposentado (de julho/2011 a abril/2014) e grande entusiasta da criptomoeda, acreditando-a capaz de provocar grandes e favoráveis mudanças no mundo financeiro. Você pode fazer doações (tipping) para Marcus no endereço marcuscoelho.tip.me Marcus mantém também seu próprio blog verdadeproibida.com onde advoga contra a conspiração da Nova Ordem Mundial.