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Blockchain 2.0: a disrupção dos disruptores

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Blockchain 2.0: a disrupção dos disruptores

Foram necessários 30 anos para a eletricidade e 25 anos para os telefones atingirem 10% de adesão nas casas dos Estados Unidos. Em comparação, a adesão à internet parece frenética: 75% em 20 anos. Ainda assim, é chegada a hora de avançar novamente.

Adesão a inovações ao longo do tempo. O ritmo da adesão está acelerando.

A internet mudou a forma como fazemos… tudo

A 20 anos atrás, você tinha que verificar sua caixa de correio para receber notícias ou ofertas de emprego. Tinha que dedicar várias prateleiras para seus CDs, que só podiam ser compartilhados fisicamente com os seus amigos. E você tinha que ligar para cada um desses amigos para organizar uma saída à noite ou um coquetel.

Agora você pode ler sobre praticamente qualquer coisa em seu celular enquanto está viajando de metrô, descobrir e compartilhar músicas novas através de aplicativos como o Spotify, e usar o Facebook quando precisa encontrar seus amigos. A internet conectou as pessoas.

No entanto, você ainda confia em terceiros para processar seus pedidos e para armazenar seus dados. Você envia e-mails pelo Gmail. Você encontra seus amigos graças ao Facebook. Você encontra seu próximo namorado ou namorada pelo Tinder.

Ainda assim, por um preço.

Alguns desses serviços têm um custo financeiro (por exemplo, Uber ou eBay, que cobram uma comissão ou taxa nas vendas); outros têm um custo de privacidade: Serviços de e-mail gratuitos ou redes sociais contam com uma grande quantidade de publicidade direcionada. Você pode dizer que não se importa: é um pequeno preço a se pagar por esses serviços e você fica feliz em pagar porque eles trazem um grande valor.

No entanto, a confiança em terceiros possui consequências maiores que o custo financeiro ou o incômodo com propagandas.

De fato, dar a uma única empresa informações privadas e sigilosas sobre milhões de pessoas é muito perigoso. Independentemente de se essa empresa usará as informações para obter lucro ou para objetivos maléficos, a centralização de dados é um grande problema porque cria alvos perfeitos para hackers. Um exemplo recente é o hack do Ashley Madison. Em julho de 2015, o site de casos extraconjugais foi atacado por um grupo de hackers que ameaçaram divulgar informações pessoais de usuários se o site não fosse desativado imediatamente. Finalmente, os hackers publicaram mais de 25 Gb de dados de usuários em agosto, resultando em escândalos familiares.

A solução está ao nosso alcance

Todo mundo conhece o bitcoin agora. Instituições financeiras conhecidas mundialmente como a NYSE ou a Goldman Sachs investiram nele; a Western Union, a Barclays e a RBS começaram a integrar moedas digitais. Algumas outras, como a NASDAQ e a UBS, foram além com a exploração da tecnologia de livros contábeis distribuídos e como poderia ser aplicada a seus negócios. Todos concordam que a tecnologia blockchain como um todo vai disruptar o setor financeiro.

Na verdade, existem ainda mais aplicações para ela.

A combinação de criptografia avançada, tokens digitais e tecnologias de registro contábil distribuídas está prestes a mudar a forma com a qual nos relacionamos com o armazenamento de dados, o compartilhamento de informações, propriedades ou a tomada de decisões. Empresas irão codificar seus contratos, músicos irão compartilhar sua música diretamente para seus fãs e executivos irão administrar empresas juntos sem terem que se encontrar. Por último, mas não menos importante, serviços ponto a ponto como o AirBnB ou eBay serão verdadeiramente ponto a ponto.

Isso pode ser feito através de contratos inteligentes. Contratos inteligentes são aplicativos que funcionam exatamente conforme programado sem qualquer possibilidade de tempo de paralização, censura, fraude ou interferência de terceiros. Eles “vivem” em um blockchain e irão desencadear transações de forma ágil sempre que forem solicitados por usuários.

Uma aplicativo possível: o eBay sem o eBay1

O que o eBay faz pode ser dividido em três partes:

1) Conectar compradores e vendedores

2) Oferecer um sistema de reputação, que serve como um estimador da qualidade do produto entregue

3) Oferecer várias opções de processamento de pagamento.

Podemos imaginar um aplicativo do blockchain que se conectaria ao blockchain e ligaria compradores e vendedores diretamente. Ele dependeria de contratos inteligentes para proteger negócios e garantir a satisfação do comprador. As transações seriam processadas em criptomoedas, que são rápidas, possuem boa relação custo/benefício e são internacionais.

Como isso funciona?

Digamos que Alice quer vender remotamente um iPod para Bob por US$ 150. Bob necessita que o iPod seja tão bom quanto a descrição de Alice, e Alice precisa ter a certeza de que receberá o dinheiro. Portanto, ninguém dará o primeiro passo. A menos que eles usem um contrato inteligente.

Com um contrato inteligente, Alice e Bob bloqueiam um valor em dinheiro que será usado como um depositário para a transação e um pagamento pelo iPod da Alice. É assim que funciona.

1) Ambos Alice e Bob bloqueiam o dobro do valor do iPod usando um contrato inteligente (US$ 300). Eles usam um contrato inteligente multisig, o que quer dizer que o dinheiro só pode ser desbloqueado se Alice e Bob estiverem de acordo. Dentro do contrato há um temporizador que destruirá o dinheiro em 20 dias se a transação der errado. Ambas as partes podem destruir o dinheiro unilateralmente, considerando que é necessário um acordo para desbloqueá-lo. Alice e Bob estão, portanto, estimulados a conduzir a negociação conforme planejado.

2) Depois Alice envia o iPod para Bob. Bob verifica que o produto aparenta ser o descrito e que funciona bem.

3) Depois de verificar o iPod, Bob assina o pagamento da transação com sua chave privada.

4) Em seguida, Alice assina a transação. Já que ambas as partes assinaram, o dinheiro é desbloqueado imediatamente. Alice recebe seus US$ 300 da garantia + o valor do iPod que acabou de vender (US$ 150) e Bob recebe US$ 150, que é seu depósito inicial menos o preço do iPod recém-adquirido.

Tudo, desde o preço do iPod ao tempo da transação, é acordado quando Bob e Alice iniciam a transação do contrato inteligente. Portanto, tudo deve correr sem problemas até que a transação seja concluída2. Além disso, você pode adicionar um sistema de reputação no topo do protocolo proposto.

Exemplos concretos de aplicativos

Esse tipo de aplicativo descentralizado (Dapp) já pode ser embutido no Ethereum do blockchain. O Ethereum é uma plataforma baseada no blockchain a qual permite que qualquer um codifique e transmita contratos inteligentes. O Ethereum é formado por dois elementos: uma linguagem de programação completa (EtherScript) e uma moeda (Ether). Enquanto o EtherScript permite a você preparar vários tipos de contratos inteligentes, o Ether é o elemento essencial – um combustível – para usar o Ethereum, e pode ser usado como um meio de pagamento.

O Ethereum foi lançado em julho de 2015, um ano após o levantamento de US$ 18 milhões em um crowdfunding (financiamento coletivo), graças a várias centenas de colaboradores.

Embora o Ethereum tenha acabado de ser lançado, já estão sendo elaborados projetos empolgantes no blockchain do Ethereum: O Weifund é um Dapp de crowdfunding sem fins lucrativos para start-ups e instituições de caridade. O Maker é um Dapp de financiamento ponto a ponto. O Boardroom é um Dapp de tomada de decisões colaborativo com valor contratual e legal integrados.

Redação

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