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Como o Bitcoin pode ajudar milhões de mulheres ao redor do m...

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Como o Bitcoin pode ajudar milhões de mulheres ao redor do mundo

A Western Union publicou um relatório sobre o papel da mulher nas remessas mundiais. De acordo com tal relatório, atualmente as mulheres movimentam 50% de um total estimado de $582 bilhões em remessas, além de enviarem um percentual maior dos seus salários do que os homens.

As mulheres também são o maior grupo de beneficiários, recebendo mais de dois terços das remessas. O fluxo de dinheiro a estas mulheres pode ser uma questão de vida ou morte, se elas não tiverem meios alternativos de ganharem a vida. O relatório das Nações Unidas aponta que apesar de as mulheres trabalharem dois terços das horas trabalhadas no mundo, e produzirem mais de 50% da comida do mundo, as mulheres recebem apenas 10% da renda mundial e possuem menos de 1% das propriedades.

Como o fluxo de remessas tem um impacto tão grande na vida de tantas mulheres, é apropriado que durante a Semana Bitcoin das Mulheres (Bitcoin Women’s Week), façam-se considerações de como as moedas digitais podem ser capaz de ajudá-las.

Como pode a moeda digital fazer a diferença?

O mercado global de remessas está pronto para o surgimento de um mecanismo de transferência de baixo custo, sem desgaste, como o Bitcoin. O mercado de remessas é prejudicado por monopólios comerciais, taxas exorbitantes e registros sombrios de transferências.

O Banco Mundial reporta que o custo médio para envio de dinheiro através de bancos comerciais, é em torno de 12%; e que o custo global médio ponderado de envio de dinheiro, por meio de todos os canais, é de cerca de 8%.

Serviços alternativos de remessa podem propiciar alternativas de menor custo para bancos comerciais, mas que muitas vezes dependem de processos internos arriscados, como “compensação externa” (netting out). Um exemplo de processo de netting out pode ser: uma pessoa na Austrália (Companhia A) tem um acordo com uma pessoa no Camboja (Companhia C). O remetente na Austrália paga a Companhia A e o destinatário no Camboja é pago pela Companhia C. No entendo, nenhuma transferência de moeda física se dá entre as Companhias A e C.

Estes sistemas informais de transferência apresentam desafios regulatórios significantes devido à falta de transparência nas transações. O monitoramento efetivo destes sistemas é completamente dependente da precisão dos registros, que tanto a empresa A quanto a empresa C, devem cumprir. É um pesadelo regulatório de duas vias.

Serviços online e conta-a-conta, ainda correspondem a valores entre 17 a 20 por cento do total de dinheiro transferido no mundo. Mas a adoção de tecnologia móvel verá o crescimento da digitalização de remessas rapidamente em um futuro próximo. Estima-se que somente o aumento do uso de telefones celulares na África aumentará em 10 vezes nos próximos 5 anos, e relata-se que smartphones serão comercializados por menos de 50 dólares. Assim, uma moeda digital móvel (mobile-driven) como o bitcoin, poderia encontrar um lar confortável.

O relatório do Oportunities of Digitizing Payments diz que esta revolução móvel financeira dos portáteis, poderia trazer um impacto positivo para o empoderamento econômico das mulheres. Com mulheres sem acesso a serviços tradicionais de banco em muitos países, a possibilidade de usar tecnologia móvel para enviar e receber fundos, facilitaria a inclusão financeira das mulheres.

Tecnologias como os aplicativos distribuídos pela Indústrias Eris, podem levar isso adiante, permitindo que a tecnologia de registros distribuídos (distributed ledger), possa ser empregada em um sistema de transferência interna completamente auditável, mas externamente privada.

Companhias de Bitcoin como a Bitpesa, Rebit.ph e igot.com estão trabalhando ativamente na abertura de corredores de remessas, e utilizando o bitcoin para facilitar o fluxo de dinheiro de uma maneira transparente e eficiente em custos. Com o BitPesa na África, o Rebit.ph nas Filipinas e o igot.com em mais de 40 países, o bitcoins está começando a respingar nos mercados de remessas.

Com presença tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto na Índia, o igot.com opera com um corredor de remessas forte entre estes dois países. Nas Filipinas, o Rebit.ph anuncia que teve mais volume em fevereiro de 2015 do que o total de volume acumulado desde que foi lançado. O custo baixo de transferência também tem ocasionado transações tão baixas quanto 10 dólares sendo feitas em suas plataformas.

Quais desafios as moedas digitais enfrentam?

Um desafio significante para os negócios de remessa com moedas digitais, é o custo de conformidade regulatória. Como Juan Llanos (consultor) aponta regularmente: conformidade é mais do que apenas ter um documento registrado por políticos. Conformidade regulatória substantiva requer monitoramento constante das transações e vigilância na identificação e na autenticação dos consumidores.

Rick Day, co-fundador do ingot.com, disse recentemente que a sua companhia travou mais de 2,3 milhões de dólares em transações fraudulentas apenas nos últimos 6 meses. Este não tem sido um processo fácil. Para alcançar o nível de detecção de fraude, o ingot.com teve de introduzir medidas KYC adicionais, como verificações no Skype e supervisão manual intensiva do sistema de monitoramento de transações. A vigilância é um recurso intensivo e caro.

Em um futuro muito próximo, tecnologias como o projeto de Auditoria Contínua de Registros em Tempo-Real (Subledger’s Continuous Real-time Auditing) ou a prospecção de risco AML, da Coinalytics, podem aumentar a eficiência e reduzir custos. Se eles assim fizerem, será mais uma ajuda que a tecnologia de registros distribuídos terá dado à melhoria do processo de remessas.

Para os milhares de milhões de mulheres que dependem de remessas em todo o mundo, isso só pode ser uma coisa boa.

Fonte: Bitcoin Magazine

Paulo Fiorio

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coinmag

Fundador e Editor do Bitcoin News Media Group, especialista em construção de marca e tendências de mercado. Foi estudando sobre tendências que conheceu o Bitcoin, desde então se dedica ao Bitcoin News e outros projetos relacionados à Bitcoin.