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Como o Bitcoin tornaria impossível fraudes eleitorais e roub...

Bitcoin

Como o Bitcoin tornaria impossível fraudes eleitorais e roubos em eleições.

Ao longo do século passado, as técnicas de votação usadas em todo mundo mudaram muito pouco, até hoje elas continuam muito atrasadas para uma renovação. Mesmo com a informatização das urnas, como no caso do Brasil, o principal problema com os métodos antiquados levam a uma única questão fundamental: a centralização.

Os métodos de votação atuais requerem uma quantidade grande de envolvimento humano, que compreende os que trabalham na apuração dos votos, autoridades eleitorias, além das empresas e seus engenheiros que projetam as máquinas de votação. Além disso, existem os grupos que supervisionam e empregam pessoas para fiscalizar os funcionários eleitorais, tornando os métodos de votação atuais ineficientes e caros, além de serem suscetíveis a fraudes e manipulações, portanto tais métodos precisam ser melhorados.

A tecnologia Bitcoin pode sim nos fornecer um sistema de votação novo construído a partir do zero e muito melhorado, o que seria uma alternativa descentralizada e segura. Em sua essência, o Bitcoin é um livro (livro-razão) descentralizado e sólido que é protegido por computadores no mundo inteiro que executam o software do Bitcoin. Dá para imaginar o bitcoin como um livro contábil global e transparente que é compartilhado no mundo todo, e que qualquer pessoa pode acessar e interagir. Através dos conceitos de teoria de jogos e criptografia, o protocolo Bitcoin cria um incentivo financeiro para assegurar sua rede. A forma que este incentivo é estruturado garante que nenhum partido possa manipular os dados gravados no livro de registros.

Ao repensar completamente o processo de votação, podemos resolver muitas questões que afligem o sistema atual e ao mesmo tempo incluindo benefícios novos e úteis. Na sua atual configuração, a maioria dos votos em todo o mundo são pedaços de papel. Não há nenhuma maneira de realizar uma auditoria sobre os votos de papel sem ter que reconta-los todos à mão, e não existe uma forma do eleitor saber com certeza se seu voto foi computado. Para cada procedimento que precisa ser manuseado por uma pessoa, tem-se uma oportunidade para que um erro seja feito ou para que uma fraude seja cometida. Além disso, os mesários e contadores de voto podem “encher as urnas” com mais papel, problema bastante comum em países menos desenvolvidos, mas também uma preocupação para todos os países. A única forma de se evitar esse tipo de adulteração é com intensa fiscalização, que requer mais gente e mais custos.

As recentes urnas eletrônicas visam reduzir algumas dessas ineficiências e vulnerabilidades das urnas tradicionais que usam os votos de papel, entretanto elas introduzem uma série de novos problemas. Essas máquinas são desenvolvidas por empresas privadas e seu código fonte é proprietário. Os eleitores são obrigados  não só a confiar que os criadores de tais máquinas não sejam malevolentes, mas também a acreditar que eles desenvolveram uma plataforma segura, não suscetível a adulterações externas. Dentro desse contexto, tais urnas eletrônicas são, na verdade, um retrocesso às urnas convencionais, pois são muito mais fáceis de se falsificar e manipular votos em larga escala. Com diferentes empresas executando diferentes softwares, tornando tudo um lamaçal de segurança e de conformidade.

A tecnologia bitcoin oferece uma maneira fundamentalmente diferente para a apuração de votos com seu protocolo descentralizado, automatizado e seguro. Ele resolve ambos os problemas das urnas eletrônicas e das urnas comuns, permitindo um custo eficaz, eficiente, pois um sistema aberto é facilmente auditado pelos indivíduos eleitores e por toda a comunidade. A tecnologia Bitcoin pode habilitar um sistema em que cada eleitor pode verificar se seu voto foi computado, consultar votos feitos para diferentes candidatos e/ou questões expressas em tempo real, e a certeza de que não há fraude ou manipulação por parte dos que trabalham na eleição.

Além disso, o sistema garantiria que somente os eleitores registrados seriam capazes de votar, sem a necessidade de uma identificação com foto (ou outros documentos de identificação como o título eleitoral). Usando a tecnologia Bitcoin, cada eleitor registrado teria sua própria chave que lhes permitiria emitir seus votos, tornando-se impossível para os indivíduos não registrados votar sem uma. Além do que, tal sistema custaria muito menos que os métodos atuais.

Um sistema baseado em Bitcoin pode resolver a maioria dos problemas que atualmente afligem o processo de votação, sem depender de legislação alguma ou qualquer burocracia adicional. Ao invés de usar votos de papel ou sistemas com softwares de código proprietários, poderíamos registrar os votos no livro do Bitcoin, também conhecido como blockchain. Essencialmente seria uma solução tecnológica com base em um problema humano e social. Finalmente é possível se fazer um sistema de votação justa, eficiente e de baixo custo.

Fonte: Entrepreneur

Marcus Coelho

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coinmag

Minerador de bitcoin aposentado (de julho/2011 a abril/2014) e grande entusiasta da criptomoeda, acreditando-a capaz de provocar grandes e favoráveis mudanças no mundo financeiro. Você pode fazer doações (tipping) para Marcus no endereço marcuscoelho.tip.me Marcus mantém também seu próprio blog verdadeproibida.com onde advoga contra a conspiração da Nova Ordem Mundial.