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A Internet é um País e o Bitcoin, a sua Moeda

Bitcoin, Trades

A Internet é um País e o Bitcoin, a sua Moeda

Por vários anos, a idéia de que a Internet poderia ser transformada em uma nação soberana tem sido argumentada por tecnólogos, futuristas, libertários, anarquistas e outros mais. Enquanto no passado havia apenas vislumbres de verdade por trás de um monte de afirmações sobre a tese, atualmente a invenção do Bitcoin trouxe esta idéia de soberania da Internet cada vez mais para perto da realidade. Este “país cibernético” agora tem sua própria moeda,  elemento indispensável a uma nação independente.

O Comércio de Bitcoins Faz Sentido na Internet

Para muitas pessoas no mundo desenvolvido, usar a moeda Bitcoin realmente não faz muito sentido. Por que alguém tiraria uma parcela de seu salário e depois converteria em uma moeda volátil e, só então a utilizaria para fazer compras online?

Colocar dinheiro na Internet é mais prático que usar sistemas de cartão de crédito que estão cheios de fraudes online.”

Já são óbvios os benefícios do Bitcoin para os comerciantes, contudo a compra de bitcoins para simplesmente gastá-los não parecer benéfico para as massas. Do lado do consumidor, os benefícios são mais evidentes para os indivíduos que são pagos em bitcoins.

Com efeito, para as gerações conectadas, colocar dinheiro na Internet, repete-se, mostra-se mais prático que os sistemas de cartão de crédito com risco de fraudes. O PayPal e os vários sistemas de pagamento operados por terceiros ainda não são definitivos. Com o Bitcoin, estabece-se verdadeira propriedade sobre  ‘bits’. Não possibilatará estorno até meses depois e inexiste a figura do intermediário, que leva significativa fatia a título de processamento do pagamento.

Evidentemente, para alguém que ganha a vida na Internet, usar a moeda Bitcoin como forma de pagamento faz todo o sentido. O Bitcoin deve ser a moeda local para quem trabalha online, à obviedade. Um número crescente de comerciantes está exigindo Bitcoin para pagamentos online, pela evidente fragilidade dos cartões de crédito e pagamentos via PayPal. Por que receber créditos ao custo de elevadas taxas e de meses para finalizar, se existe Bitcoins e sua imediatidade?

Nos Estados Unidos, faz sentido usar os dólares americanos para o consumo; no Japão, ienes. E na Internet, Bitcoins.

O Crescimento da Economia da Internet

Há uma verdadeira revolução em andamento no mercado de trabalho. Muitos são profissionais do tipo “freelance”, forma de substituir suas ocupações típicas de segunda/sexta de 8 da manhã às 6 da tarde. Um grande número de ocupações que vão migrar para a Internet ao longo das próximas décadas. Para professor, escritor, advogado, médico, programador, artista, ou outros tantos especialistas, já existe a possibilidade da mudança online e de fazer o seu próprio horário.

Mesmo os negócios tradicionais em muitos aspectos estão se tornando online. Ao invés de pagar um hotel fazendo uma transação cara-a-cara, pode-se alugar o apartamento de alguém através do Airbnb ainda que os proprietários do imóvel estiverem de férias. Ao invés de passar no “drive thru” quando não tiver tempo para fazer o jantar, você pode pedi-lo diretamente no site de um restaurante. As empresas do tipo “ridesharing” como a Lyft e a Uber pagam taxis diretamente de suas Apps, liberando-se assim do manuseio de moeda física.

Muitas ideias dos maiores fracassos durante a primeira bolha “.com” começam a fazer sentido hoje, onde todo mundo possuir um smartphone no bolso. Até mesmo os serviços de entrega de supermercado online, que sofreram um grande “crash” no início do ano 2000, estão começando a se expandir pela América do Norte.

Uma quantidade absurda de hábitos de compras e de pagamentos estão se mudando para a Internet, e o bitcoin faz todo o sentido como o método preferido de pagamento para qualquer transação online.

Fechando o Ciclo

Assim, o sucesso do Bitcoin ainda depende de sua utilização como moeda em sentido amplo – e não simplesmente como meio de pagamento. Para o êxito do Bitcoin, hão de ser oferecidas boas razões para segurar a moeda – ou pelo menos para mantê-la em circulação. O ponto chave? manter os bitcoins nas mãos das pessoas propensas a comprar produtos e/ou serviços, em vez de trocá-los por moeda fiduciária (fiat).

O ciclo funciona da seguinte maneira:

  1. Bob é um especialista em SEO (Search Engine Optimization) que opta por receber o salário em Bitcoin. Seu empregador não liga muito para Bitcoin, mas usa o ciclo para adquirir bitcoins via conta bancária da empresa imediatamente e os usa para pagar a fatura de serviços de Bob.
  2. Bob, fã da música de Alice, compra seu último álbum com alguns bitcoins que recebeu de seu trabalho.
  3. Alice vive na Califórnia, mas adora um molho especial picante, conhecido como “Molho Picante do Tom do Texas”, que só está disponível em Austin. Ela faz um pedido online do molho picante, utilizando os recursos do álbum que vendeu para Bob.
  4. O Tom do Texas aposta no futebol americano da faculdade usando alguns de seus ganhos em Bitcoin das vendas de molho para fazer um depósito no site de apostas 5Dimes.
  5. O site 5Dimes troca os bitcoins por dólares e credita-os na conta do Tom do Texas.

O Bitcoin pode crescer como moeda se houver um aumento no número de transações e pagamentos entre o empregador do Bob comprando os bitcoins e o site 5Dimes vendendo os bitcoins. Isso melhora a liquidez da moeda, ajuda a evitar a volatilidade. A redução da volatilidade leva a maior adoção dos comerciantes, e em consequencia a mais transações na economia Bitcoin. E assim cresce o Bitcoin!

Fonte: Inside Bitcoins

Marcus Coelho

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coinmag

Minerador de bitcoin aposentado (de julho/2011 a abril/2014) e grande entusiasta da criptomoeda, acreditando-a capaz de provocar grandes e favoráveis mudanças no mundo financeiro. Você pode fazer doações (tipping) para Marcus no endereço marcuscoelho.tip.me Marcus mantém também seu próprio blog verdadeproibida.com onde advoga contra a conspiração da Nova Ordem Mundial.