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Pesquisa aponta trajetória de Mineração – do hobby até...

Bitcoin

Pesquisa aponta trajetória de Mineração – do hobby até um grande negócio

Pesquisadores da Universidade de Nova Iorque descobriram que quase todos os mineradores de bitcoin têm transferido seus ganhos em até 36 horas.

Uma análise da “evolução” de grupos de mineração (pool mining) realizada por Luqin Wang e Yong Liu, descobriu que menos de 1% dos mineradores deixaram suas recompensas intocadas em 2012 e 2013.

Aqueles que negociaram com seus ganhos, fizeram-no dentro de uma semana em 2012, e dentro de 36 horas no ano seguinte. A pesquisa não realizou análises para 2014.

A pressa dos mineradores nos últimos anos contrasta fortemente com o comportamento dos primeiros mineradores. Quem minerou em 2009, 66% dos mineradores deixaram seus ganhos intocados. Aqueles que fizeram uma transação, fizeram-na aproximadamente quatro meses depois de obterem as recompensas.

No ano seguinte, a participação dos “mineradores congelados” (frozen miners) caiu para 20%. Por outro lado, em 2011 apenas 2% dos mineradores não realizaram transações com seus novos ganhos.

Primeiros MINERADORES bloqueados

O jornal sugere que uma das razões pelas quais os primeiros mineradores não mexeram em seus bitcoin, é porque eles perderam acesso àquelas carteiras, bloqueando-as permanentemente. O autor escreveu que estes primeiros mineradores provavelmente se envolveram com o bitcoin porque este era uma “tecnologia divertida”, que poderia ser desempenhada casualmente, não por ganhos financeiros.

“Quando o bitcoin se tornou valioso, eles podem, infelizmente, ter perdido seus [acessos], então não puderam fazer saques! Isto sugere que muitos bitcoins minados nos primeiros dois anos, podem ter sido permanentemente perdidos!”

De 2009 a 2013, o preço do bitcoin explodiu, passando de alguns centavos de dólar por moeda para $1.128, em seu ponto mais alto – Dezembro de 2013. O aumento do preço foi acompanhado por um aumento no número de mineradores que se integravam a rede bitcoin. Como o número de mineradores crescia, os mineradores migraram de “solo” para grupos de mineração, no sentido de dividir suas capacidades computacionais, enquanto mantinham suas chances de conseguir uma recompensa.

“A capacidade computacional [era] uniformemente distribuída entre os mineradores na fase inicial, tornando-se então altamente controlada, com um pequeno número de mineradores muito poderosos. Como a rede de bitcoin se expandiu, aqueles mineradores de ponta formam os grupos de mineração (mining pools).”

Os autores analisaram a lucratividade dos mineradores de acordo com o aumento do preço do bitcoin ao longo dos anos. Eles então perceberam duas partes do hardware de mineração – o cartão gráfico Radeon e o minerador Butterfly Lab ASIC – e compararam suas performances ao preço do bitcoin e à dificuldade da rede em 2011 e 2013.

O jornal será apresentado na conferência de medidas passivas e ativas (Passive and Active Measurements Conference), na qual se discutirão medidas e análises técnicas da rede, no dia 19 de março, em Nova Iorque.

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Aumenta a Discus Fish

Wang e Liu descobriram que considerando o preço médio da eletricidade nos EUA, os primeiros mineradores com placas de vídeo pagavam seus investimentos em apenas dois anos. Já o dono de um minerador ASIC, de alguma maneira, poderia pagá-lo em menos de um mês (se o hardware fosse adquirido em julho de 2013). Os lucros teriam continuado a ter um bom aumento no março seguinte, onde a análise dos pesquisadores parou.

O par ainda vasculhou a mecânica do grupo de mineração (mining pool) Discus Fish, que frequentemente tinha o maior pedaço de taxa de hash (hashrate) da rede, no segundo semestre do ano passado, um título que foi cedido recentemente à Antpool.

Os autores também constataram que a Discus Fish, que também atende pelo F2Pool, viu no final de 2013 um aumento do número de mineradores em seu pool. O número aumentou de algumas centenas de mineradores em outubro para 5000, apenas cinco meses depois.

Uma análise da distribuição de recompensas dentro do pool Discus Fish, é capaz de estimar a taxa de hash (hashrate) dos top 10% de mineradores dentro de uma pool, em relação às médias de pool. O jornal descobriu que os top 10% dos mineradores na Discus Fish, têm um hashrate que é cerca de mil vezes maior do que a média de pool.

Uma vez que o pool emprega um modelo de pagamento por cota (pay per share), os mineradores são recompensados proporcionalmente ao número de ações (cotas), ou poder computacional que eles contribuem para uma pool. Assim, os autores concluíram que os mineradores mais poderosos em uma pool, também recebem a maior parte das recompensas.

Um analista independente de mining pools, que atende pelo pseudônimo de Organ of Corti, disse para o jornal que tinha implementado pela primeira vez, um método para quantificar individualmente a hashrate média dos mineradores dentro de uma pool.

“Eles implementaram um método para determinar a hashrate média dos mineradores monitorando a saída de transações da F2Pool”. O analista disse: “Esta não é uma idéia nova, mas é a primeira vez que eu vi isso ser feito”.

Fonte: Coindesk

Paulo Fiorio

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coinmag

Fundador e Editor do Bitcoin News Media Group, especialista em construção de marca e tendências de mercado. Foi estudando sobre tendências que conheceu o Bitcoin, desde então se dedica ao Bitcoin News e outros projetos relacionados à Bitcoin.