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Pesquisa: o valor do bitcoin é mais alto onde as liberdades econômicas são menores

Uma nova pesquisa acadêmica descobriu que o valor do bitcoin é mais alto em países com níveis menores de liberdade econômica.

Em seu artigo, Robert Viglione, um doutorando da Darla Moore School of Business (escola de negócios) na Carolina do Sul, observa que investidores de países reprimidos têm maiores incentivos para investir na moeda digital.

O bitcoin, ele diz, é uma opção de baixo custo que permite aos cidadãos desses países evitar seus sistemas financeiros locais.

Ele contou ao CoinDesk:

Países com menos liberdade (por exemplo, com controles de capital e de moeda estrangeira, como a Argentina) têm preços de bitcoin significativamente mais altos. Isso vai ao encontro de tudo o que se fala sobre o bitcoin ter seus valores mais altos nas partes reprimidas do mundo. Acho que também estamos observando um argumento parecido para o interesse dos venezuelanos no bitcoin.

Viglione destacou que o preço elevado do bitcoin na Argentina era provável devido às informações de aumento das diferenças entre a taxa de câmbio oficial do peso – estabelecida pelo governo – e taxa de câmbio efetiva usada por comerciantes na compra e venda de moeda digital “na rua”.

Um ativo para emergências

A natureza descentralizada e de código aberto do bitcoin, diz Viglione, dá a ele a capacidade de negociar e enviar recursos com poucas barreiras ou custos de transação, permitindo então que a moeda digital comporte-se como um ativo para emergências para pessoas em ambientes politicamente instáveis.

Países com controles de capital, preços instáveis, barreiras comerciais ou pouca liberdade financeira, ele diz, seriam os principais candidatos para o uso do bitcoin, pois investidores sofrem um nível mais alto de apreensão de ativos e é menos provável que movimentem recursos fora da moeda controlada pelo governo e sua jurisdição política.

Viglione afirma que também há uma ligação entre as altas alíquotas empresariais, a carga tributária total e os prêmios que investidores estão dispostos a pagar pelo bitcoin.

Apesar de observar que os mercados do bitcoin são provavelmente pequenos demais para que agentes considerem a moeda digital como um canal viável para evitar impostos, ele destaca que há uma relação negativa entre liberdade econômica e carga tributária.

Levando-se tudo em consideração, isso pode indicar que investidores estão usando o bitcoin como um mecanismo para evitar uma repressão mais ampla, que tem no excesso de impostos um componente

O bitcoin na Argentina

As descobertas obtidas a partir do Bitcoin Potential Market Index (BMPI), um índice que busca classificar a utilidade potencial do bitcoin através de 177 países, afirmou que o bitcoin tinha maior probabilidade de sucesso na Argentina.

O potencial do bitcoin no país sul-americano ganhou as manchetes no início deste ano, resultando na  publicação de um artigo que destacou a moeda volátil da Argentina e a estrutura bancária desajustada, e examinou o desempenho da moeda digital.

A pesquisa do CoinDesk descobriu que a importância do bitcoin na Argentina era comparável àquela de Nova York ou São Francisco, com um entrevistado dizendo que a Argentina tem entre 8.000 e 20.000 proprietários de bitcoin, o que equivale a aproximadamente US$ 70.000 – US$ 80.000 em negociações diárias no mercado.

Fonte: Coindesk

Redação

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