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Primeiras impressões sobre a carteira Trezor.

Bitcoin, Carteiras, Reviews

Primeiras impressões sobre a carteira Trezor.

Previsto originalmente para sair no final de 2013, o lançamento da carteira de hardware (hardware wallet) Trezor, foi adiado por vários meses. Atrasos como esses já são familiares no mundo Bitcoin, mas diferente de pré-encomendas (pre-orders) para equipamentos de mineração onde o atraso destrói a rentabilidade do equipamento, e deixa os clientes sentindo-se abusados. Esperar pela carteira Trezor não custou nada aos clientes, apenas paciência. Na verdade tem sido reconfortante saber o quão duro a dupla de criadores, Stick e Slush, têm trabalhado para aperfeiçoar a segurança do primeiro exemplar desse dispositivo.

Trezor_box

Até a caixa é pequena.



Trezor_stuff

O conteúdo da caixa.

A carteira Trezor é um dispositivo com um olhar no futuro, já que tenta resolver um problema que um usuário comum de bitcoin pode não ter percebido ainda. Claro, o Bitcoin é poderoso, flexível e rápido, além disso permite aos usuários manter o controle de seu próprio dinheiro de uma forma sem precedentes, mas é vulnerável às mesmas coisas que os computadores pessoais são suscetíveis: aos vírus e aos malwares, etc. Não importa o quão seguro e inquebrável seja a blockchain, se o seu amigo ou o seu filho, acidentalmente instalar um programa “keylogger” (que captura cada tecla que você digita) no seu PC, e infelizmente, diferente de dinheiro de bancos e cartões de crédito, se um hacker “passar o rôdo” nos seus bitcoins, não há recurso, não há ninguém que você possa reclamar ou que possa corrigi-lo para você. Seus bitcoins se foram pra sempre.

“Trezor” significa “cofre” ou “caixa-forte” em tcheco, ele foi desenhado para manter sua chave privada bem segura dentro do dispositivo. Em teoria ele não pode ser hackeado. Quando plugado a um computador via USB, ele é ativado e é capaz de assinar transações iniciadas no computador com o qual ele está conectado, mas ele não compartilha a chave com o PC. A idéia é de alguém usar o Trezor em qualquer computador, até mesmo nos “não confiáveis” – mesmo em um PC infectado – sem comprometer as chaves privadas do usuário ou seus bitcoins.

A versão em alumínio é bonita e parece de boa qualidade: sólido, compacto e, ao mesmo tempo, leve como uma pluma. O manual informa que ele não é à prova d’água ou indestrutível, o quê é um ótimo lembrete para tomarmos um bom cuidado.

Trezor_front_detail

Trezor_back_03

Depois de instalar um plug-in para o navegador internet e depois de conectar o dispositivo com o cabo (micro) USB, o website MyTrezor.com acompanha o usuário em um simples processo de instalação. Então a tela do Trezor mostra uma semente de 12 palavras, uma palavra de cada vez, pedindo ao usuário que escreva as palavras em um livreto que acompanha o produto. Então ele repete a sequência de novo de forma que o usuário possa verificar cada palavra. Essa combinação de palavras (semente) é o seu primeiro e único backup pelo qual poderá reconstruir sua carteira em caso de perda ou dano. Detalhe, esse backup só poderá ser usado nas carteiras Trezor ou nas carteiras determinísticas BIP32 (veja aqui algumas implementações desse tipo de carteira).

Se você criar uma senha (PIN number), você vai usar o sistema de senhas do Trezor, que é muito bacana. Ele mostra na tela uma matriz de nove números, cuja ordem muda cada vez que é utilizada.

Trezor_PIN_02

Estiloso!

A senha é então digitada na tela do computador numa matriz em branco, onde o usuário vai clicar na tecla que corresponde ao número mostrado na tela do Trezor, o que faz com que a senha seja imune a programas do tipo keylogger, além disso a senha fica invisível para outras pessoas que estejam olhando para tela do seu PC – contanto que você deixe a pequena tela do Trezor escondida.

Trezor_PIN

Uma vez instalado e depois de ter carregado seu Trezor com alguns bitcoins, iniciar uma transação fica tão fácil como em uma carteira do seu computador, e para confirmar a transação basta apertar um dos dois botões do Trezor. O endereço de destino aparece na tela do Trezor de forma que você possa verificar se o endereço está correto.

Dentro desse fino dispositivo e por trás de sua interface simples existe muito “feitiço” criptográfico.

A única frustração seria a dependência do site MyTrezor.com. Acredita-se que o time do Trezor originalmente esperava que a carteira Trezor fosse lançada com suporte para as principais carteiras Bitcoin, mas como esse desejo não se materializou a tempo, eles decidiram criar o website MyTrezor.com. O site funciona bem e tem um design limpo. Será interessante ver outras plataformas oferecerem suporte ao Trezor dando mais opções para a carteira de hardware.

Eu já adoro o meu Trezor, mesmo com sua encantadora obscuridade de ponta, uma peça incrivelmente especializada de hardware, que é difícil de explicar até mesmo para as pessoas que são fanáticas por Bitcoin. Fica difícil de mostrar para seus amigos, já que ele não tem bateria e, portanto, quando ele não está conectado a um computador, sua tela estará sempre apagada. Você também não pode mostrá-los o seu saldo, ou mesmo fazer coisa alguma, além de dizer a eles que a carteira funciona.

De tão seguro, é difícil até de provar que ele existe.

Trezor_edge

Fino.

Trezor_USB

Porta micro USB

Trezor_corner

Trezor_lanyard

Não esqueça da correia!

Fonte: Object2212.com

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coinmag

Minerador de bitcoin aposentado (de julho/2011 a abril/2014) e grande entusiasta da criptomoeda, acreditando-a capaz de provocar grandes e favoráveis mudanças no mundo financeiro. Você pode fazer doações (tipping) para Marcus no endereço marcuscoelho.tip.me Marcus mantém também seu próprio blog verdadeproibida.com onde advoga contra a conspiração da Nova Ordem Mundial.

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