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Qual é o futuro da mineração de Bitcoin?

Bitcoin

Qual é o futuro da mineração de Bitcoin?

A menos que você tenha vivido em uma caverna nos últimos 5 anos, provavelmente já deve pelo menos ter ouvido a palavra “Bitcoin” antes. Embora seja quase certo que já tenha ouvido falar dela, há uma chance considerável de que não entenda completamente o que é, como funciona e porque as pessoas estão tão empolgadas com ela.

O Bitcoin foi iniciado em 2008 por uma pessoa ou grupo desconhecido que atende pelo nome de Satoshi Nakamoto. Embora o Bitcoin tenha recebido muita cobertura midiática focada em seu potencial como moeda, especialistas do ramo são rápidos em ressaltar que ele é muito mais que isso. O Bitcoin como moeda é simplesmente um aplicativo que usa a tecnologia blockchain, a estrutura tecnológica subjacente que possibilita a moeda e todas as outras potenciais aplicações possíveis.

Já que seriam necessárias muitas postagens para explicar todas as suas complexidades, a coisa fundamental a se saber é que o Bitcoin é essencialmente uma rede descentralizada de computadores. Enquanto a Visa e a Mastercard contam com seus próprios data centers para mover sua rede, confirmar transações, pagamentos, etc., o Bitcoin é descentralizado e movido pelo que é conhecido como “mineradores de Bitcoin”.

Sem título

Estes mineradores oferecem poder computacional para a rede do Bitcoin, que soluciona os complexos problemas matemáticos para mover a rede em troca de uma taxa, paga, é claro, em bitcoin. A mineração da moeda é a espinha dorsal do ramo de Bitcoin, que já levantou muito mais de US$ 1 bilhão em capital de risco dos principais investidores do mundo.

Mas o ramo está mudando rapidamente. Há poucos anos, a mineração poderia ser feita de casa. Agora ela é comandada por grandes empresas multimilionárias que estão construindo “fazendas” gigantes dedicadas a uma coisa: minerar bitcoin.

Essa era a aparência de um sistema de mineração caseiro em 2013:

Rigs1

E essa é a aparência de uma fazenda de mineração de larga escala:

Rigs2

Empresas estão investindo milhões de dólares na construção dessas instalações ultrasseguras em países como a Islândia, que é conhecida por suas tarifas reduzidas de eletricidade, uma das maiores despesas quando o assunto é mineração.

Para entender os rumos do setor, fiquei por dentro do assunto com Marco Streng, presidente e cofundador da Genesis Mining. A Genesis Mining é a maior provedora de mineração na nuvem do mundo, atendendo a mais de 250.000 clientes diários, e apoia e defende ativamente o crescimento e a expansão do ramo como um todo.

Confira o que eu fiquei sabendo sobre o futuro do ramo de mineração de Bitcoin:

P: Como a mineração de Bitcoin mudou nos últimos 5 anos?

Marco Streng: As mudanças na mineração nos últimos 5 anos foram radicais. A tecnologia não somente evoluiu da mineração inicial com CPUs/GPUs para mineradoras Asic de poucos nanômetros altamente especializadas, mas também toda a estrutura do mercado mudou. Onde no começo tínhamos principalmente mineradores caseiros que comandavam algumas máquinas em suas casas, temos agora grandes operações de larga escala que praticamente formam todo o mercado. Uma pequena fração do mercado ainda é dos mineradores caseiros, mas eles contribuem com a rede sobretudo de maneira utópica ou o fazem como hobby, já que, de um ponto de vista econômico, simplesmente não há mais como competir com operações de larga escala. Elas usam economia de escala e os menores custos de eletricidade com uma infraestrutura otimizada.

MARCO STRENG, PRESIDENTE E COFUNDADOR DA GENESIS MINING

P: Como você vê a mineração de Bitcoin mudando no futuro?

Marco Streng: Nos últimos 2 a 3 anos, temos visto um enorme avanço na tecnologia, ultrapassando até mesmo a Lei de Moore. Isso já mudou no ano passado e a mineração deixou de ser cada vez mais um jogo de lucro rápido de curto prazo para um ramo mais lento, paciente e constante onde somente as operações mais eficientes têm uma chance de produzir altos lucros por um período prolongado. Esta tendência claramente continuará à medida em que encaramos a Lei de Moore e a criação de novas tecnologias ficar cada vez mais cara.

P: Você está preocupado com os conflitos internos que estão ocorrendo no setor? (O limite do tamanho do bloco, etc.)

Marco Streng: Tenho que admitir que houve um momento, especialmente no começo deste ano, em que as opiniões dos mineradores e dos principais desenvolvedores eram algumas vezes fundamentalmente diferentes, o que causou o debate sobre expansão em andamento. Embora tenha sido uma discussão prolongada e intensa na comunidade, estou feliz que haja agora um consenso sobre os próximos objetivos imediatos. E existem bons motivos para estar positivo e empolgado com o que está por vir. Na verdade, a variedade de soluções para a expansão na cadeia, como por exemplo as futuras atualizações SegWit ou Schnorr Signatures, bem como soluções para a expansão fora da cadeia, como por exemplo a Lightning ou a Thunder Network, me deixam mais otimista do que nunca com o bitcoin, sem falar dos Sidechains e do Rootstock (plataforma de contratos inteligentes). É incrível ver essas soluções sendo desenvolvidas!

P: Quais outras criptomoedas são as mais interessantes do ponto de vista do minerador?

Marco Streng: Existem muitas criptomoedas diferentes no crescente mercado de altcoins atual que são muito interessantes para os mineradores. As maiores candidatas, na minha opinião, são a Ethereum, a Dash, moedas de armazenamento como a Sia ou a Maidsafe, e a futura Zcash. Existem muitas outras além dessas e de longe que a lista não está completa, mas essas certamente são algumas das mais interessantes no momento. Podemos ficar bem empolgados para ver o que surgirá no mercado de altcoins, frequentemente visto como o playground de inovação para criptomoedas. Moedas voltadas para o anonimato ou moedas baseadas em armazenamento de arquivo como as citadas não são as únicas, e certamente há muito mais por vir.

P: Qual é o futuro do Bitcoin de modo geral?

Marco Streng: Quando você olha para o ciclo Hype Gartner e leva em consideração o ano de 2014, claramente estávamos no ponto do “pico das expectativas excessivas”, em seguida caímos diretamente no “vale da desilusão” e agora o ramo como um todo está avançando rumo à produtividade. Muito capital de risco tem sido investido em algumas start-ups surpreendentes focadas em Bitcoin e lideradas por empreendedores incríveis. Esse capital está sendo aplicado atualmente, e toda uma infraestrutura está sendo construída, o que, é claro, leva muito tempo. O rumo do setor a partir daqui depende enormemente desses empreendedores e empresas no sentido de não deixarem de potencializar esta incrível tecnologia para solucionar problemas reais que pessoas e empresas precisam resolver.

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Redação

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