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Um olhar mais profundo sobre como funciona a rede Bitcoin.

Bitcoin, Mineração, Tutoriais

Um olhar mais profundo sobre como funciona a rede Bitcoin.

Lembro um dia ter lido numa edição não digital e mais antiga da Revista Bitcoin. Esse artigo dizia que nem mesmo se eles desligassem a Internet, ainda assim não se acabaria com a rede de Bitcoins, pois até mesmo nas antigas redes BBS, ele funcionaria, claro que isso não seria nada bom para a economia de bitcoins como um todo, muito menos para a economia do mundo como um todo. Portanto, não muito provável de acontecer.

Durante os primeiros anos de mineração de bitcoins tudo que existia eram alguns milhares de mineradores de bitcoins espalhados pelo mundo, indivíduos comuns como eu e você que utilizavam seus computadores em casa, com placas de vídeo poderosas (GPUs) que fazem o  trabalho de “hashing”: que significa encontrar chaves numéricas que seguem um determinado padrão requirido para se completar um quebra-cabeça matemático. É assim que os blocos de bitcoins são encontrados, quando o quebra-cabeça (puzzle) é resolvido.

Hoje, com um número cada vez maior de empresas investindo pesado na mineração e na fabricação de hardware para encontrar essas chaves numéricas de forma cada vez mais rápida, com grandes arranjos  de computadores aglomerados especificamente desenhados para manufaturar as moedas de bitcoins e garantir a produção dos blocos que serão usados para confirmar todas as transações feitas naqueles últimos dez minutos antes dele, o bloco, ser gerado. O objetivo desse artigo é descrever como funcionam os blocos de bitcoins encontrados e sua grande importãncia, pois sem eles a rede de bitcoins não teria valor algum, pois seria suscetível à mais temidas das fraudes no mundo digital: a do gasto duplo (double spent).

Satoshi Nakamoto programou a rede de bitcoins de forma que cada bloco levasse em média 10 minutos parar ser resolvido pelo processo de mineração. Cada bloco encontrado é uma peça chave para o entendimento de como a rede de bitcoins funciona. Os blocos se utilizam de algorítimos matemáticos complicados e várias combinações de chaves criptográficas para serem produzidos, daí o porquê deles serem tão caros e difíceis de se encontrar. Isso faz com que seja impossível de falsificar os bitcoins (dizem que somente com a computação quântica eles poderiam conseguir quebra-los, mas isso ainda está BEM longe de acontecer e os corrente desenvolvedores estão trabalhando para evitar essa quebra).

Como você já sabia, são necessárias 6 confirmações para que uma transação de Bitcoin seja considerada válida. Agora o que você não sabia é que cada confirmação que surge após uma dada transação é exatamente um novo bloco que foi encontrado. Ele, o bloco novo, pega as transações de todo mundo (incluindo a sua) naquele período de dez minutos entre o último bloco e ele mesmo, então ele valida todas as transações executadas no momento com as chaves criptográficas produzidas pelos mineradores, que já vem anexadas aos novos blocos.

É fácil de imaginar um bloco como se fosse uma folha de caderno vazia, apenas com a primeira linha em cima com uma transação/pagamento de 25 Bitcoins, que é  pagamento do próprio bloco para o(s) mineiro(s) que o encontrou(aram), mas que o restante das linhas do caderno já tem uma chave criptográfica prontinha por linha (ou melhor, por transação) já esperando para uma possível transação que está sendo processada no momento. Cada transação de bitcoin ocupará uma linha do carderno (bloco). Quando o bloco adiciona todas as linhas restantes à folha do caderno as verificações do bloco ficam prontas e são, então, transmitidas pela rede na forma de confirmações, terminando então o trabalho daquele bloco. Dez minutos depois o processo se repete de novo.

O pagamento àqueles que encontrarem um bloco funciona como um incentivo para que os mineradores continuem sustentando e validando as transações da rede de bitcoins. No início eram pagos 50 BTC por cada bloco encontrado. Hoje, depois de já terem sido “quebrados pela metade” uma vez, cada bloco encontrado está pagando 25 bitcoins aos mineradores ou consórcios de mineração (mining pools) que deixam seus equipamentos trabalhando sem parar só minerando bitcoins. A regra é simples, à cada 4 anos os pagamentos caem pela metade, então foram 50 BTC pagos entre 2009  e 2012, logo logo, em 2015 deve cair para 12.5 BTC, quatro anos depois para 6.25 BTC e assim por diante, de forma que dentro de mais ou menos 140 anos o último bitcoin será minerado.

E quando isso acontecer, quando não houver mais bitcoin para se pagar aos mineiros, a rede de Bitcoins vai parar de funcionar? A pergunta procede, pois, se a mineração é o que faz com que os Bitcoins sejam à prova de fraudes e falsificações, e quando os mineradores não tiverem mais incentivos, já que todos os Bitcoins já foram cunhados, é provável que eles parem de minerar, certo? Não. Existe uma outra parte do pagamento aos mineradores que é quase inperceptível hoje, devido ao múmero de transações ser bem menor do que quando, no futuro, o Bitcoin realmente se tornar realmente popular. Essa outra parte é aquela pequena taxa paga por cada transação, que hoje ainda é bem pequena, pois os blocos ainda estão pagando bem 25BTC o que não é nada mal. Satoshi decidiu que essa taxa seja configurável, de forma que os programadores responsáveis. Atualmente Gavin Andresen é o cabeça dos deselvolvedores, aliás, ele é o único elo entre Satoshi Nakamoto e o mundo. Então, digamos que nos próximos 30 anos, a rede de bicoins não cresceu tanto assim como eles preveram, então eles vão ser capazes de aumentar um pouco a taxa de transação para continuar com o incentivo ao processo de mineração, que é parte fundamental da rede de bitcois, sem a qual, a rede de Bitcoins não existe.

Atualmente, um pouco mais de 12 milhões dos 21 milhões de bitcoins já foram minerados, e já estão disponíveis na rede. Essa “corrida ao ouro” (como está se chamando por aqui o negócio da mineração de bitcoins) ainda vai demorar muito tempo. Muitos capítulos ainda para acontecer.

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coinmag

Minerador de bitcoin aposentado (de julho/2011 a abril/2014) e grande entusiasta da criptomoeda, acreditando-a capaz de provocar grandes e favoráveis mudanças no mundo financeiro. Você pode fazer doações (tipping) para Marcus no endereço marcuscoelho.tip.me Marcus mantém também seu próprio blog verdadeproibida.com onde advoga contra a conspiração da Nova Ordem Mundial.

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